BENÇÃO, INVOCAÇÃO, DOXOLOGIA, AÇÃO DE GRAÇAS - TEOLOGIA PAULINA

 BÊNÇÃO, INVOCAÇÃO, DOXOLOGIA,

AÇÃO DE GRAÇAS

Estes quatro termos, bênção, invocação, doxologia

e ação de graças, são usados nas cartas

paulinas para descrever uma série de respostas

jubilosas à bondosa atividade salvífica de Deus*

na criação* e na redenção*. A ação de Deus em

Cristo* é a da graça*; nossa resposta deve ser

de gratidão. Invocação, ação de graças, bênção

e doxologia descrevem essa resposta humana.

1. Bênção

2. Invocação

3. Doxologia

4. Ação de graças

1. Bênção

Embora tenha sido usada de várias maneiras, no

estudo paulino recente a palavra bênção passou

a se referir a saudações (iniciais e finais) do

apóstolo* nas quais ele indica sua preocupação

piedosa (ver Oração) pelos leitores. As bênçãos

paulinas são afirmações a respeito da graça e da

paz* de Deus das quais eles já participam e orações

(votos) para que apreciem e experimentem

essas bênçãos mais plenamente. Há uma diferença

de opinião quanto à origem dessas expressões

estilizadas; a LXX, o culto* cristão primitivo

ou o sermão.

1.1. Bênçãos iniciais. As bênçãos iniciais

paulinas (Rm 1,7; ICor 1,3; 2Cor 1,2 etc.) permanecem

basicamente imutáveis em todas as

cartas. Consistem em três partes: 1) é feita menção

da “graça” e da “paz” que o apóstolo deseja

2) que os leitores (“vós”) conheçam e apreciem

mais plenamente e, por último, 3) a fonte dessas

bênçãos é revelada (em geral “Deus nosso Pai e

do Senhor Jesus Cristo”). Com profunda preocupação

piedosa, o apóstolo deseja que os leitores

compreendam mais plenamente a graça de Deus

na qual eles já estão estabelecidos (cf. Rm 5,2) e

a relação de paz que Deus estabeleceu com eles.

Ao mesmo tempo, Paulo exorta os leitores “a

uma vida cristã renovada sob a graça apropriada

às circunstâncias imediatas” (Wiles).

1.2. Bênçãos finais. As bênçãos finais paulinas

têm uniformidade geral de fraseologia,

estrutura e posição (Rm 16,20.24; G1 6,18; Ef

6,24 etc.), embora variem da forma mais breve

(“a graça do Senhor Jesus esteja convosco”,

ICor 16,23) à longa forma “trinitária” de 2 Coríntios

13,13. Essas bênçãos dão à carta uma conclusão

definitiva e correspondem formalmente

aos votos finais da carta secular (“Adeus”; ver

Cartas, formas epistolares). A bênção final, que

muitas vezes assimila a saudação inicial com

sua referência à graça de Deus, também expressa

o forte desejo de Paulo e lembra uma nota

de confiança.

2. Invocação

Embora a linguagem da invocação (a classe de

palavras eulog-) ocorra 68 vezes no NT, o conceito

recebe menos proeminência aqui que no

AT, onde tinha considerável importância. A classe

de palavras eulog- é usada pelos sinóticos (esp.

Lucas), por Paulo e por Hebreus em relação à

obra salvífica de Deus em Cristo. Segundo Gálatas

3,8-9.14, a bênção prometida a Abraão*

foi realizada no Evangelho de Paulo quando os

gentios* fiéis foram justificados (ver Justificação)

pela fé* e receberam o dom do Espírito

(ver Espírito Santo), enquanto em Efésios 1,3

“toda a bênção espiritual” é expressão abrangente

para designar a obra salvífica completa de

Deus em Cristo (Ef 1,4-14; cf. Rm 15,29; ver

Salvação). Entretanto, a maioria dos casos dessa

classe de palavras em Paulo refere-se à resposta

humana de louvar a Deus por suas múltiplas

bênçãos, em especial sua obra de salvação, e

essas bênçãos são o foco de atenção neste artigo.

Todos os oito exemplos neotestamentários de

eulogêtos (“bendito”, que traduz o hebraico

bãrük), cinco dos quais aparecem em Paulo, são

usados dessa maneira. São exemplos de “louvor

declarativo” (C. Westermann), em que o autor

expressa sua resposta simples e alegre (ver Alegria)

a um ato definitivo de Deus que foi experimentado.

Os louvores de Paulo não expressam

um desejo, descrevem um fato (“bendito é

Deus”), quando ele proclama que Deus é a fonte

da invocação.

2.1. Invocações introdutórias. Ao usar uma

forma de oração* tipicamente veterotestamentária

e judaica que denota louvor (cf. as conclusões

doxológicas dos livros do Saltério: SI

41,13; 72,19-20 etc.), Paulo inicia duas de suas

cartas (2Cor 1,3-4; Ef 1,3-14; cf. lPd 1,3-5)

com uma invocação ou um louvor introdutório

(eulogêtos, “bendito”). Embora sua ação de

graças introdutória concentre-se na obra divina

na vida dos outros, seus louvores bendizem a

Deus por bênçãos das quais ele mesmo participa.

A fórmula de base judaica era aparentemente

mais apropriada quando ele próprio entrava

no círculo da invocação.

Em 2 Coríntios 1,3-4, parágrafo intensamente

pessoal, Paulo bendiz o Deus de Israel* que

ele agora conhece como “Pai de nosso Senhor

Jesus Cristo”. É o Pai misericordioso de quem

procede toda compaixão, e isso foi demonstrado

de um modo maravilhoso por sua poderosa

intervenção em um tempo de extrema necessidade

na vida do apóstolo (cf. 2Cor 1,8-11).

Efésios 1,3-14 é um louvor, ou invocação,

de considerável extensão onde Paulo louva a

Deus por suas bênçãos difundidas “em Cristo”.

Em linguagem altamente exaltada, ele explica,

em uma longa sentença, o que isso significa,

com referência a eleição, adoção, vontade divina,

sua graça, redenção etc. Eis um exemplo

profundo de “louvor declarativo”.

2.2. Louvores breves. Em três ocasiões nas

cartas paulinas, mas em nenhuma outra passagem

do NT, surgem breves exclamações de louvor

(Rm 1,25; 9,5; 2Cor 11,31). O paralelo mais

próximo é a bem conhecida exclamação depois

do nome de Deus (e.g., “o Santo, bendito seja

ele...”). Todas têm a mesma forma básica, “que

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é bendito eternamente” — Deus é louvado como

Criador (Rm 1,25) e como o Pai do Senhor Jesus

(2Cor 11,31), e o Cristo é louvado como o

[Deus] que está acima de tudo (Rm 9,5).

2.3. Outras referências a invocação. A linguagem

de “invocação” ocorre em 1 Coríntios

10,16, com referência à taça da Ceia do Senhor*,

sobre a qual a oração de ação de graças é oferecida

a Deus, enquanto em 1 Coríntios 14,16,

“bênção” refere-se a louvar a Deus em línguas*

na assembléia, durante o culto.

3. Doxologia

Doxologias são declarações de louvor a Deus

que freqüentemente aparecem como fórmulas

finais de orações, expressões hínicas (ver Hinos)

e passagens das cartas paulinas. Sua estrutura

básica é tripla. Primeiro, é mencionada a

pessoa a quem se atribui o louvor (“A Deus nosso

Pai”, F14,20). Segue-se a palavra de louvor,

em geral doxa (“glória”, ou um equivalente), e,

finalmente, a doxologia conclui com uma descrição

temporal, em geral uma fórmula de eternidade

(“eternamente”). Na maioria das vezes, a

doxologia é seguida por “amém”.

O primeiro elemento nessas atribuições neotestamentárias

de louvor é o mais variável: aquele

a quem é dada a glória* é expresso por um

pronome relativo (“a ele”, G1 1,5; Rm 11,36),

por uma expressão participial grega (“Àquele

que tem o poder de vos confirmar”, Rm 16,25)

ou por um simples substantivo (“Ao rei dos séculos”,

lTm 1,17). A atribuição em Filipenses

4,20 é particularmente apropriada. Paulo dá

glória “a Deus nosso Pai”. Em Filipenses 4,19,

ele usou a expressão intensamente pessoal

“meu Deus” para assegurar aos filipenses que

seu Deus agiria no interesse dele para satisfazer

todas as necessidades deles. Ele muda para o

plural “nosso” quando se une a seus convertidos

nesta atribuição de louvor.

O segundo elemento da doxologia é a atribuição

de “glória” (honra, grandeza ou poder*)

que apropriadamente pertence a Deus e lhe é,

portanto, corretamente atribuída. No AT, doxa

era primordialmente o brilho ou o esplendor

da presença divina. Dar glória a Deus não é lhe

acrescentar alguma coisa; é, antes, reconhecimento

ou exaltação do que ele já fez (SI 29,2;

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96,8). Embora muitas doxologias não contenham

nenhum verbo, pressupõe-se o indicativo

“é” ou “pertence”: a doxologia é afirmação,

mais que desejo. Assim, em Gálatas 1,5, a glória

é dada a Deus, pois foi de acordo com sua vontade

que o “Senhor Jesus Cristo... se entregou

por nossos pecados, a fim de nos arrancar deste

mundo do mal”.

O terceiro aspecto das doxologias paulinas é

a expressão temporal “eternamente” (sentido literal:

“pelos séculos dos séculos”). Essa fórmula

de eternidade, exclusiva do NT (cf. G11,5; lTm

1,17; 2Tm 4,18), é variação mais enfática da expressão

comum na LXX que significa “por toda

a eternidade” em sentido ilimitado (cf. SI 84,5).

A atribuição paulina de glória a Deus não se

restringe a “este mundo”, mas pertence também

ao tempo que há de vir. O endosso espontâneo

da doxologia em Filipenses 4,20 expressa-se no

“amém” que se segue, resposta pronunciada em

ocasiões solenes no AT para confirmar uma maldição*

ou súplica, para aceitar uma bênção, ou

para se associar a uma doxologia. Todas as doxologias

que concluem os quatro primeiros livros

do Saltério veterotestamentário (SI 41,14; 72,19;

89,53; 106,48) terminam com um “amém”, enquanto

as preces e doxologias do NT são fortalecidas

e endossadas por ele (Rm 1,25; G11,5). O

“amém” deixa claro que a atribuição paulina

não é apenas assunto dos lábios, mas a resposta

espontânea de todo o seu ser. Alhures, ele liga

de maneira notável o “amém” da resposta dos

fiéis à fidelidade de Deus que disse sim a todas

as suas promessas em Cristo (2Cor 1,20).

4. Ação de graças

Paulo menciona o assunto ação de graças em

suas cartas com mais freqüência, linha por linha,

que qualquer outro autor helenístico, pagão

ou cristão. A classe de palavras eucharisteõ

aparece 46 vezes no corpus paulino e surge

em muitos contextos de todas as cartas, exceto

Gálatas e Tito. Os termos de ação de graças

do apóstolo expressam consistentemente a idéia

de gratidão que encontra expressão exterior, e

muitas vezes pública, em ação de graças. Ao

mencionar o que Deus fez com graça em seu

Filho (ver Filho de Deus), outros cristãos são

encorajados a agradecê-lo também. Quando as

ações de graças existem em abundância, Deus

é glorificado (2Cor 4,15; cf. 2Cor 1,11).

A ação de graças paulina assemelha-se ao

que entendemos por “louvor”, pois é mais ampla

que a gratidão por benefícios pessoais recebidos.

O apóstolo agradecia regularmente as

graças divinas realizadas na vida dos outros.

A ação de graças é a resposta à atividade salvífica

de Deus na criação* e na redenção*. É

sempre a segunda palavra, jamais a primeira.

4.1. Parágrafos introdutórios. As mais significativas

referências paulinas à ação de graças

ocorrem nos parágrafos iniciais, onde o apóstolo,

às vezes em união com os companheiros, dá

graças a Deus pelo progresso na fé*, no amor*

e na esperança* de seus leitores na missão* entre

os gentios (Rm 1,8; ICor 1,4; 2Cor 1,11; Ef

1,16; F1 1,3; Cl 1,3.12; lTs 1,2; cf. lTs 2,13;

3,9; 2Ts 1,3; cf. 2Ts2,13; Fm 4). Esses parágrafos,

que se iniciam com uma declaração de ação

de graças a Deus, têm função epistolar (ver

Cartas, formas epistolares), ou seja, introduzem

e apresentam os temas principais das cartas e,

em geral, estabelecem o tom e a atmosfera e

apresentam o conteúdo. Muitos têm função didática,

de modo que, ou por novo ensinamento*

ou pela evocação de instrução dada previamente,

o apóstolo demonstra questões teológicas que

considera importantes (ver esp. Cl 1,9-14). Um

propósito exortatório também está presente em

diversas dessas passagens (e.g., F1 1,9-11). As

ações de graças e as súplicas incluídas dão provas

da profunda preocupação pastoral e apostólica

pelos leitores (ver Pastor).

Ao mesmo tempo, Paulo apresenta aos leitores

suas reais ações de graças e súplicas. As ações

de graças são dirigidas a Deus (ICor 1,4; lTs

1,2; observe “meu Deus” em Rm 1,8; F1 1,3),

que Paulo conhece como “Pai de nosso Senhor

Jesus Cristo” (cf. Cl 1,3), e elas são dadas “sempre”

(F11,4) ou “sem cessar” (ICor 1,4; lTs 1,2;

2,13), expressões que se referem não à oração*

contínua, mas à lembrança que delas o apóstolo

tem em seus períodos regulares de oração.

Paulo dá graças pelos leitores, alguns dos

quais ele conhecia bem (os filipenses*, os coríntios*

e os tessalonicenses*), outros que se

tinham convertidos pelo ministério de um colaborador

(os colossenses*) e outros ainda que

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estavam fora da esfera de seu ministério anterior

(os romanos*).

Eram vários os fundamentos para as ações

de graças paulinas. Com freqüência, a tríade fé,

amor e esperança (lTs 1,2.3; 2Ts 1,3; etc.) era

a causa imediata, sendo a atividade anterior de

Deus a causa final: a eleição dos tessalonicenses

(lTs 1,4; cf. 2Ts 2,13-14), a excelente obra de

Deus nos filipenses (F11,6), sua extraordinária

atividade da graça em Cristo nas vidas dos coríntios

(ICor 1,4-9) e sua capacitação dos colossenses

para participar de uma herança eterna (Cl

1,12-14). Particularmente notável é a ligação entre

as graças dadas por Paulo e o evangelho. O

trabalho externo de fé, amor e esperança mostra

que o evangelho chegou aos leitores de forma

dinâmica (lTs 1,3-5), que eles foram chamados

por meio do evangelho (2Ts 2,14), o testemunho

de Cristo se confirmou em seu meio

(ICor 1,6), eles tomaram parte ativa no evangelho

(F1 1,5), ou receberam uma esperança que

era parte integrante desse evangelho (Cl 1,5).

Está claro que Deus esteve poderosamente em

ação em seu evangelho.

4.2. Usos coloquiais. Três exemplos do verbo

eucharisteõ (“dar graças”) expressam gratidão

em nível coloquial: Romanos 16,4, onde

Paulo é grato a Prisca e Áquila por arriscarem

a vida por ele (cf. ICor 1,14; 14,18).

4.3. Ações de graças dadas pelo alimento.

Em seis ocasiões as cartas de Paulo mencionam

a ação de graças pelo alimento, inclusive a referência

às graças dadas por Jesus pelo pão na

última ceia (ICor 11,24; ver Ceia do Senhor).

Em Romanos 14,6, o cristão que come carne e

o que dela se abstém fazem-no pelo Senhor*,

pois os dois dão graças a Deus por suas refeições

(ver Alimento). Em 1 Coríntios 10,30 (cf. lTm

4,3.4), a nota de gratidão é marcada pelos cristãos

que dão graças e reconhecem que “a terra

e tudo o que ela contém pertencem ao Senhor”

(ICor 10,26; do SI 24,1).

4.4. Exortações à ação de graças. Exortações

à ação de graças aparecem com freqüência

nas cartas paulinas, especialmente em Colossenses.

Quer particular, quer pública, essa ação de

graças deve ser oferecida alegremente, “em todas

as circunstâncias” (lTs 5,18), pois, juntamente

com a oração e o júbilo, está a vontade

de Deus. A ação de graças deve ser o acompanhamento

de toda atividade (Cl 3,17). Uma atitude

de “gratidão” (Cl 3,15) é inculcada e se

mostra externa e corporativamente quando os

leitores cantam, com gratidão, “salmos, hinos e

cânticos inspirados pelo Espírito” (Cl 3,16; ver

Hinos). Efésios 5,20 ressalta a continuidade da

ação de graças (“em todo tempo”), sua natureza

corporativa (Ef 5,19) e o fato de ser o resultado

apropriado dos que estão repletos do Espírito

(Ef 5,18), enquanto em Colossenses 2,7, a firmeza

e a força da fé, unidas à ação de graças, descrevem

a vida cristã.

A ação de graças está regular e intimamente

ligada à oração de súplica (Cl 4,2; F1 4,6). As

súplicas de Paulo pelos leitores estavam com

freqüência ligadas a suas ações de graças a Deus

por eles (cf. F1 1,3-6.9-11). A ação de graças

cristã contrasta com a vulgaridade grosseira e o

modo de falar inconveniente (Ef 5,4). Os lábios

usados para agradecer a Deus não devem ser usados

para linguagem que ofende seu nome.

4.5. Ações de graças em contextos didáticos.

Dar graças a Deus deveria ser a resposta de

todos os homens e mulheres com base em seu

conhecimento dele como Criador (Rm 1,21).

Mas eles não reconheceram seu domínio nem o

glorificaram: foram “ingratos” (cf. 2Tm 3,2).

Em contraste, conforme as ações de graças aumentam

entre os fiéis, mais Deus é glorificado

(2Cor 4,15; cf. 2Cor 1,11). As ações de graças

são dadas por uma variedade de razões, não sendo

a menor delas a generosidade demonstrada

pelos companheiros cristãos (2Cor 9,11.12).

4.6. Breves expressões de ação de graças.

Dar “graças a Deus” é expressão breve que ocasionalmente

aparece nas cartas de Paulo, às vezes

como explosão espontânea por alguma

grande bênção que o apóstolo ou os leitores

receberam de Deus. Duas vezes essas palavras

funcionam como ações de graças introdutórias

(lTm 1,12; 2Tm 1,3), enquanto os outros casos

ocorrem em pontos essenciais das cartas e

denotam mudança de direção no argumento do

apóstolo (e.g., em uma passagem conclusiva,

Rm7,25; ICor 15,57; 2Cor9,15; epara iniciar

um novo tema: 2Cor 2,14; 8,16). Essas breves

expressões de gratidão são como louvores —

exemplos de “louvor declarativo”.

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BONDADE DE DEUS

Os fundamentos para a ação de graças são

extensos: da expressão pessoal de gratidão a

Cristo por mostrar misericórdia* a Paulo (lTm

1,12) ao triunfo* sobre o pecado* e a morte

que Cristo sofreu em benefício de seu povo

(ICor 15,54-55.57; cf. Rm 7,25; ver Vida e

morte) e à dádiva suprema do Filho de Deus

(2Cor 8,16; cf. 2Cor 8,9).

Ver também H in o s , f r a g m e n t o s d e h in o s ,

CÂNTICOS, CÂNTICOS ESPIRITUAIS; ELEMENTOS LIt

ú r g ic o s ; O r a ç ã o ; C u l to , a d o r a ç ã o .

b ib l io g r a f ia : L. G. Champion. Benedictions

and Doxologies in the Epistles o f Paul. Oxford,

publicação particular, 1934; R. Deichgräber.

Gotteshymnus und Christushymnus in der frühen

Christenheid. SUNT 5, Göttingen, Vandenhoeck

& Ruprecht, 1967; T. Y. Mullins. “Benediction

as a NT Form”. AUSS 15, 1977, 59-64; P. T.

O’Brien. Introductory Thanksgivings in the

Letters o f Paul. NovTSup 49, Leiden, E. J. Brill,

1977; Idem. “Thanksgiving within the Structure

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Presented to Professor E E Bruce. D. A.

Hagner & M. J. Harris (orgs.). Grand Rapids,

Eerdmans, 1980, 50-66; W. Schenk. Der Segen

im Neuen Testament. Berlin, Evangelische Verlagsanstalt,

1967; C. Westermann. Blessing in

the Bible and the Life o f the Church. Philadelphia,

Fortress, 1978; G. P. Wiles. Paul s Intercessory

Prayers. SNTSMS 24, Cambridge, University

Press, 1974.

P. T. O ’B r ie n

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