ADOÇÃO - TEOLOGIA PAULINA

 

Adoção

Dicionário de Paulo e suas cartas
ADOÇÃO, FILIAÇÃO
Nas cartas paulinas, a palavra grega huiothesia refere-se ou aos israelitas (Rm 9.4 "São israelitas. Pertence-lhes a adoção e também a glória, as alianças, a legislação, o culto e as promessas;") ou a fiéis (Gl 4.5 "para resgatar os que estavam sob a lei, a fim de que recebêssemos a adoção de filhos."; Rm 8.15,23 "Porque não recebestes o espírito de escravidão, para viverdes, outra vez, atemorizados, mas recebestes o espírito de adoção, baseados no qual clamamos: Aba, Pai... E não somente ela, mas também nós, que temos as primícias do Espírito, igualmente gememos em nosso íntimo, aguardando a adoção de filhos, a redenção do nosso corpo."; Ef 1.5 "nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade,") como filhos de Deus. Entretanto, há alguma discordância quanto a como traduzir o termo, se como “adoção” ou, de modo mais geral, como “filiação”. 
 
Esse problema precisa ser resolvido antes de analisarmos o pano de fundo específico do termo.
1. O sentido de huiothesia em Paulo
2. O pano de fundo da divina “adoção
como filhos” em Paulo
3. A filiação dos fiéis em Paulo
 
1. O sentido de huiothesia em Paulo
O fato de Paulo usar huiothesia no sentido de “adoção” é às vezes negado em favor da tradução “filiação” (e.g., B. Byrne), mas os esmagadores indícios lexicais dificilmente sustentam essa opinião (ver Scott 1992). Em Paulo, como nas fontes extrabíblicas contemporâneas, huiothesia sempre indica ou o processo ou o estado de ser adotado(s) como filho(s). Isso é confirmado não só pelo uso unívoco e difundido do termo em fontes literárias e não-literárias, mas também por lexicógrafos gregos antigos do tempo do NT (e.g., Amónio, Adjin. Vocab. Diff. s.v. apokèryktos). É óbvio que, ao empregar huiothesia, Paulo se apropria desse uso normal do termo, porque em Gálatas 4.5 a construção tem estreitos paralelos na literatura helenística (cf. Nicolau de Damasco, Vit. Caes. 130,55).
Portanto, qualquer tentativa de traduzir o termo de maneira mais generalizada como “filiação” faz o estudo do pano de fundo de seu emprego já começar errado.
 
2. O pano de fundo da divina “adoção como filhos” em Paulo
Entre os autores que concordam que huiothesia significa “adoção”, há divergência de opinião quanto ao pano de fundo do termo. Isso se deve em parte ao fato de, aparentemente, Paulo ser o primeiro a empregá-lo em um contexto teológico (quanto mais de adoção divina) e, contudo, jamais explicar o que quer dizer com o termo. É evidente que o apóstolo presume que os leitores sabem o que a adoção como filhos de Deus significa.
 
2.1. A adoção como abstração teológica. 
Alguns biblistas tratam o conceito paulino de adoção simplesmente como abstração ligada a outro conceito paulino. Dessa maneira, eles se livram completamente do problema do pano de fundo. Por exemplo, H. Hübner considera adoção sinônimo de “liberdade” (eleutheria) no sentido de liberdade* da Lei*. Seguindo seus passos, R. Bultmann e outros tratam adoção como termo escatológico-forense paralelo a “justiça” (dikaiosyne). S. Kim considera o conceito paulino de huiothesia uma dedução secundária da cristofania da estrada de Damasco, na qual Paulo percebeu o Senhor ressuscitado como a imagem de Deus (ver Imagem de Deus) ou o Filho de Deus (ver Filho de Deus). Outros tipos de abstraçõesdo conceito encontram-se nas obras de N. R. Petersen e D. von Allmen.
 
2.2. A adoção contra um pano de fundo greco-romano. 
Quando, como é mais comum, se considera o conceito paulino de adoção divina contra um pano de fundo greco-romano, em geral ele é comparado com um caso específico de adoção divina na mitologia greco-romana ou com a prática real de adoção na jurisprudência greco-romana.
 
2.2.1. A adoção divina na mitologia grecoromana.
A adoção divina desempenha um papel muito pequeno nas fontes greco-romanas. Fora de Paulo, o termo huiothesia não foi empregado para essas adoções no período em exame. Os poucos exemplos inequívocos de adoção divina aduzidos de fontes greco-romanas que usam outros termos de adoção não fornecem um pano de fundo para o conceito de Paulo (cf. a adoção de Héracles por Hera [Diodoro da Sicília, 4,39,2], a de Alexandre Magno por ZeusAmon [Plutarco, Alex. 50,6], a de Sólon pela deusa Fortuna [Plutarco, Mor. 318C] e a da deusa líbia “Atena” por Zeus-Amon [Heródoto, 4,180]). As religiões de mistério têm sido, às vezes, sugeridas como possível pano de fundo (cf. H. D. Betz), mas não há indícios de adoção divina nos mistérios (ver Religiões).
 
2.2.2. A adoção como metáfora legal. 
Muitos biblistas afirmam que o conceito paulino de adoção é metáfora legal que Paulo construiu ad hoc baseado em sua formação greco-romana. Entre eles, alguns o consideram metáfora tirada da lei helenistica, pois ali a adoção é uma instituição ligada principalmente à herança, e Gálatas 4.5 "para resgatar os que estavam sob a lei, a fim de que recebêssemos a adoção de filhos" fala da adoção que transforma os fiéis em herdeiros (cf. Wenger). Entretanto, com mais frequência, os proponentes deste tipo de abordagem (e.g., Lyall, Bruce) veem o conceito paulino de adoção à luz da esmerada cerimônia romana de adoção, na qual o menor a ser adotado era emancipado da autoridade do pai natural e colocado sob a nova autoridade do pai adotivo, muitas vezes com o propósito de manobras sociais e/ou políticas (cf. Kurylowicz). Realmente, Gálatas 4.5 iguala a redenção* e a adoção, mas a idéia de que o testemunho* do Espírito (ver Espírito Santo) em Romanos 8.15-17 "Porque não recebestes o espírito de escravidão, para viverdes, outra vez, atemorizados, mas recebestes o espírito de adoção, baseados no qual clamamos: Aba, Pai. O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus. Ora, se somos filhos, somos também herdeiros, herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo; se com ele sofremos, também com ele seremos glorificados." reflete os testemunhos da cerimônia romana dificilmente merece ser levada a sério. Provas circunstanciais, como a cidadania romana* de Paulo e o predomínio de adoções romanas na época de Paulo, também não demonstram o caso para a metáfora legal.
 
2.3. A adoção contra um pano de fundo judaico/veterotestamentário. 
O termo huiothesia ocorre no NT só em Paulo e nunca na Septuaginta ou outras fontes judaicas. Entretanto, apesar de frequentes alegações em contrário, o conceito de adoção — até mesmo a adoção divina — era certamente conhecido do AT e do judaísmo, independentemente de ter ou não ter sido realmente praticada (ver Scott 1992, Malul). Portanto, não é impossível que as raízes do conceito paulino se encontrassem aqui.
 
2.3.1. Gálatas 4.5.
0 contexto da ocorrência mais primitiva do termo, em Gálatas 4.5, dá, de fato, uma pista decisiva para entender huiothesia contra um pano de fundo judaico/veterotestamentário. Quando Gálatas 4.1-2 "Digo, pois, que, durante o tempo em que o herdeiro é menor, em nada difere de escravo, posto que é ele senhor de tudo. Mas está sob tutores e curadores até ao tempo predeterminado pelo pai" é entendido corretamente não como ilustração da lei greco-romana, mas como alusão ao AT (ver Scott 1992), fica claro que Gálatas 4.5 está colocado em um contexto estruturado pela tipologia do Êxodo (Gl 4.1-7 "Digo, pois, que, durante o tempo em que o herdeiro é menor, em nada difere de escravo, posto que é ele senhor de tudo. Mas está sob tutores e curadores até ao tempo predeterminado pelo pai. Assim, também nós, quando éramos menores, estávamos servilmente sujeitos aos rudimentos do mundo; vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, 5para resgatar os que estavam sob a lei, a fim de que recebêssemos a adoção de filhos. E, porque vós sois filhos, enviou Deus ao nosso coração o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai! De sorte que já não és escravo, porém filho; e, sendo filho, também herdeiro por Deus."): exatamente como Israel*, herdeiro da promessa abraâmica (verAbraão), foi, como filho de Deus, redimido da escravidão no Egito na ocasião determinada pelo Pai (Gl 4,1-2; cf. Os 11,1; Gn 15,13), assim também os fiéis foram redimidos da escravidão aos “elementos do mundo” (ver Elementos/espíritos elementais do mundo) para a adoção como filhos de Deus na plenitude dos tempos e, desse modo, se tomaram
herdeiros da promessa abraâmica (Gl 4.3-7).
O fato de “a” huiothesia ter de ser vista aqui contra um pano de fundo judaico/veterotestamentário é também confirmado por Romanos 9.4 "São israelitas. Pertence-lhes a adoção e também a glória, as alianças, a legislação, o culto e as promessas;" , onde o termo em exame ocorre em uma lista dos privilégios históricos de Israel (cf. Ex 4,22; Os 11,1) e, de modo mais específico, pelo contexto mais amplo de Gálatas 3-4, o que deixa claro serem os fiéis filhos e herdeiros, já que, pelo batismo (Gl 3.26,27 "Pois todos vós sois filhos de Deus mediante a fé em Cristo Jesus; porque todos quantos fostes batizados em Cristo de Cristo vos revestistes."  ), participam do Filho de Deus que foi enviado para redimi-los (Gl 4.4-5; cf. Gl 3,13-14 "Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se ele próprio maldição em nosso lugar (porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado em madeiro), para que a bênção de Abraão chegasse aos gentios, em Jesus Cristo, a fim de que recebêssemos, pela fé, o Espírito prometido."). Estritamente falando, Cristo* é a descendência de Abraão (Gl 3.16 "Ora, as promessas foram feitas a Abraão e ao seu descendente. Não diz: E aos descendentes, como se falando de muitos, porém como de um só: E ao teu descendente, que é Cristo." ) e o Filho de Deus messiânico prometido em 2 Samuel 7,12 e 14, respectivamente. Por conseguinte, vista em contexto, a adoção de Gálatas 4.5 deve se referir à expectativa escatológica judaica baseada em 2 Samuel 7,14. E possível demonstrar que 2 Samuel 7,14 (“Eu serei para ele um pai [davídico], e ele será para mim um filho”) contém uma fórmula de adoção (cf. Ex 2,10; Est 2,7; Gn 48,5) que o judaísmo subseqüente aplicou não só ao Messias davídico mas, sob influência da teologia da nova aliança (cf. Os 2,1 citado em Rm 9,26; ver Aliança e nova aliança), também ao povo escatológico de Deus. De acordo com a estrutura deuteronômica de Pecado-Exílio-Restauração (ver esp. O. H. Steck), essa tradição de 2 Samuel 7,14 espera que, no advento do Messias, Deus* redima seu povo do Exílio, em um segundo Êxodo; ele vai restaurá-los a uma relação de aliança e adotá-los como filhos, juntamente com o Messias (cf. Jub 1,24; TJud24,3; 4QFlor 1,11). De fato, 2 Coríntios 6.18 "serei vosso Pai, e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-Poderoso." cita a fórmula de adoção de 2 Samuel 7,14 (+Is 43,6) e isso no contexto da mesma tipologia do Êxodo, da mesma teologia da nova aliança e na mesma forma generalizada da tradição judaica. Além disso, como na tradição de 2 Samuel 7,14, Gálatas 4.4-6 liga a adoção divina à recepção do Espírito (da nova aliança) no coração. Por isso, embora o contexto
de huiothesia em Gálatas 4.5 não dê razão para a suspeita de um pano de fundo greco-romano para o termo, toda a linha de argumentação em Gálatas 3-4, juntamente com paralelos paulinos, nos leva, sem ambiguidade, a um pano de fundo judaico/veterotestamentário para o termo (cf. Rm 9.4) e, em especial, à tradição de 2 Samuel 7,14 (cf. 2Cor 6.18). Em outras palavras, os fiéis que são assim batizados (ver Batismo) no Filho de Deus messiânico e adotam seu próprio clamor, “Abbá, Pai!” (Gl 4.6; Rm 8.15; cf. Mc14,36), participam com ele da promessa davídica de adoção divina e da promessa abraâmica de soberania universal (cf. Gl 4.1).
 
2.3.2. Romanos 8.15,23. 
"Porque não recebestes o espírito de escravidão, para viverdes, outra vez, atemorizados, mas recebestes o espírito de adoção, baseados no qual clamamos: Aba, Pai... E não somente ela [a criação], mas também nós, que temos as primícias do Espírito, igualmente gememos em nosso íntimo, aguardando a adoção de filhos, a redenção do nosso corpo."
Essa interpretação de huiothesia em Gálatas 4.5 aplica-se igualmente ao emprego do termo na passagem estreitamente paralela de Romanos 8. Aqui também a participação por adoção no Filho de Deus messiânico que é enviado (Rm 8.3; cf. Gl 4.4) está tão integralmente ligada à recepção do Espírito divino que este agora se chama Espírito de adoção (Rm 8,15), o Espírito pelo qual também o requisito de justiça da Lei* se realiza (Rm 8,4). Além disso, como em Gálatas 4,5, o contexto de huiothesia em Romanos 8 contém elementos da tipologia do Êxodo, e a filiação adotiva divina subentende o direito de ser co-herdeiro de Cristo na promessa abraâmica (Rm 8,17). Entretanto, ao contrário de Gálatas 4,5, Romanos 8 desenvolve o argumento de que a participação por adoção, no Filho de Deus messiânico, estende-se não só ao presente (Rm 8,15), mas, por meio do Espírito, também ao futuro (Rm 8,23). Assim como Jesus recebeu outrora o Espírito no batismo e foi declarado Filho de Deus (cf. Mc 1,11 par.), também os fiéis recebem no batismo o Espírito de adoção, o Espírito pelo qual, mais uma vez, os fiéis compartilham o clamor do Filho, “Abbá, Pai” (Rm 8,15). Outrossim, do mesmo modo que Jesus, oriundo
de David, foi estabelecido, segundo o Espírito Santo, Filho de Deus messiânico com poder* na Ressurreição* proléptica dentre os mortos (Rm 1,3-4; cf. 2Sm 7,12.14), também os fiéis
que têm o Espírito como o meio de ressurreição
(Rm 8,11) aguardam ansiosamente sua revelação
(Rm 8,19), sua ressurreição/adoção predestinada
(ver Eleição e predestinação), conforme
a imagem glorificada do Filho ressuscitado
(Rm 8,23.29; cf. Ef 1,5), quando o Filho será
o primogênito* de uma multidão de irmãos
(Rm 8,29; cf. Rm 4,13; 8,32; G14,1). Por isso,
os aspectos presentes e futuros de huiothesia
em Romanos 8 refletem etapas sucessivas de
participação no Filho pelo Espírito e, como tal,
constituem maneiras pelas quais os fiéis partilham
a promessa davídica com o Filho.
 
2.3.3. Conclusão: o lugar da adoção na teologia paulina. 
Em suma, há nas cartas paulinas um pano de fundo judaico/veterotestamentário
coerente e específico de “adoção como filhos”
(huiothesia): a palavra ocorre quatro vezes no
sentido de adoção esperada pela tradição de 2
Samuel 7,14 (cf. 2Cor 6,18) e isso em um aspecto
presente (G14,5; Rm 8,15) ou futuro (Rm
8,23; Ef 1,5), dependendo do momento cristológico
e histórico da salvação realçado em cada
contexto. A palavra ocorre uma vez no sentido do
tipo do Êxodo que fundamenta essa huiothesia
de salvação messiânica nas outras quatro ocorrências
(Rm 9,4; cf. G1 4,1-2). O conceito todo
precisa ser visto à luz da teologia paulina de
restauração (cf. Sanders, que, embora não analise
a estrutura deuteronômica toda, apresenta
involuntariamente uma importante alternativa
judaica ao “nomisma da aliança” considerado
normal apesar dos contratempos [cf. J. M. Scott,
“Gal 3:10”]; ver Restauração de Israel).
 
3. A filiação dos fiéis em Paulo
A interpretação precedente de huiothesia contra
o pano de fundo da tradição de 2 Samuel 7,14
proporciona o ponto de partida lógico e necessário
para interpretar as referências paulinas mais
gerais à filiação dos fiéis, pois a adoção como
filhos de Deus proporciona o meio de entrar na
filiação divina. Conseqüentemente, as passagens
paulinas que atribuem huiothesia aos fiéis também
os chamam “filho(s)” (huioi [do sexo masculino;
cf. G1 3,26; 4,6.7; Rm 8,14.19; 9,26),
ou, sem especificar o sexo, “criança(s)” (tekna',
cf. Rm 8,16. 17.21), de Deus. Sob a influência
de Isaías 43,6,2 Coríntios 6,18 amplia explicitamente
o conceito de adoção para “filhas”. Portanto,
homens e mulheres se incluem no conceito
paulino de “filiação” divina. Em Filipenses
2,14-15, Paulo instrui os leitores: “Agi em tudo
sem murmurações nem reticências, a fim de serdes irrepreensíveis e sem comprometimento, filhos
de Deus sem mancha no meio de uma geração
transviada e pervertida”. A referência aqui
aos “filhos” (tekna) de Deus serem “sem mancha”
(amõma) alude a Deuteronômio 32,5, onde,
porque pecaram, os israelitas são caracterizados
como “uma geração pervertida e transviada”
(,mõméta) e que “já não são filhos” {tekna) no
contexto do cântico de Moisés que prediz Pecado-
Exílio-Restauração. Dessa maneira, Paulo
contrasta a situação que levou ao castigo dos israelitas
como filhos de Deus com o modo como
os fiéis, sendo filhos de Deus, devem agora se
comportar (cf. 2Cor 6,14-7,1; Rm 8,4.12-14).
 
Ver também B a t is m o ; E sp ír it o S a n t o ; F il
h o d e D e u s .
 
b ib l io g r a f ia : D. von Allmen. Lafamille de Dieu:
La symbolique familiale dans lepaulinisme. OBO
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Israel und das gewaltsame Geschick der Propheten.
Untersuchungen zur Überlieferung des
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WMANT 23, Neukirchen-Vluyn, Neukirchener,
1967; L. Wenger. “Adoption”. RAC 1,100.
J. M. S c o t t

 

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